Em entrevista ao Canal Livre, Aécio Neves defende uma “nova via” para o Brasil

O presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, concedeu entrevista ao programa Canal Livre, da Band, neste domingo (07/06), e abordou temas centrais do cenário político nacional, incluindo eleições de 2026, necessidade de uma alternativa de centro para o país, economia, segurança pública, reforma dos poderes e desafios enfrentados pela democracia brasileira.

Assista aqui a íntegra da entrevista

Aécio Neves é entrevistado pelos jornalistas Fernando Mitre, Sheila Magalhães, Rodolfo Schneider e o cientista político Fernando Schüler, no programa Canal Livre (Band).

Leia os principais trechos:

Centro democrático e eleições de 2026

Ao comentar a possibilidade de disputar a Presidência da República, Aécio afirmou que qualquer candidatura de centro precisa ser consequência de um movimento mais amplo da sociedade e não apenas de uma decisão partidária. “Nós temos que despertar o centro brasileiro, aqueles que hoje votam no Lula porque dizem não ao Bolsonaro, ou votam no Bolsonaro porque dizem não ao Lula. Mas nós temos que dar a essas pessoas a oportunidade de votar sim. Sim para um novo projeto de pacificação, de união nacional”, afirmou.

O presidente do PSDB destacou que existe espaço para uma alternativa que represente os brasileiros que não se identificam com os extremos e afirmou que seguirá trabalhando para fortalecer esse campo político.

O papel histórico do PSDB

Durante a entrevista, Aécio relembrou o papel desempenhado pelo PSDB ao longo das últimas décadas e defendeu a importância da legenda para a construção de um projeto nacional. “O PSDB é maior do que o número de deputados, de governadores ou de prefeitos que possa ter. O PSDB é um projeto de país, é um projeto transformador de país”, declarou.

Segundo ele, o partido foi o único que não aderiu nem ao bolsonarismo nem ao lulopetismo, preservando sua independência e coerência programática.

Economia, responsabilidade fiscal e crescimento

Ao analisar a situação econômica do país, Aécio criticou o aumento dos gastos públicos e afirmou que o governo federal repete erros que já produziram graves consequências para a economia brasileira. “Eu faço um paralelo com esse Lula 3 muito próximo do que foi o Dilma 1 do ponto de vista da gastança desenfreada”, disse.

Para o presidente tucano, a retomada do crescimento passa necessariamente por responsabilidade fiscal, controle dos gastos públicos e estímulo ao investimento privado. “Nós temos que ter uma política fiscal responsável, rígida, retomar o caminho das privatizações, discutirmos uma nova reforma na Previdência Social e, principalmente, é preciso que haja um governo que dialogue”, defendeu.

Aécio também defendeu a reforma administrativa como uma das medidas prioritárias para reorganizar as contas públicas e modernizar o Estado brasileiro.

Programas sociais e superação da pobreza

Questionado sobre políticas sociais, Aécio afirmou que o Brasil precisa avançar da simples transferência de renda para políticas que promovam autonomia e geração de oportunidades. “O governo do PT, na minha opinião, se aprofundou, se especializou na administração da pobreza, não na sua superação”, avaliou.

Ele voltou a defender a criação de mecanismos que incentivem a qualificação profissional e a inserção produtiva dos beneficiários dos programas sociais. “Nós precisamos construir portas de saída”, afirmou.

Segundo Aécio, o objetivo deve ser garantir que os programas sociais sejam instrumentos de emancipação econômica e não apenas de assistência permanente.

Reforma dos poderes e Supremo Tribunal Federal

Outro tema abordado foi a necessidade de uma ampla reforma institucional. Aécio defendeu a abertura de um debate nacional sobre o funcionamento dos poderes da República. “O próximo Presidente da República deve ter uma missão primária antes de todas as outras, que é propor uma reforma dos poderes, liderar esse diálogo nacional”, disse.

Entre as propostas apresentadas, destacou a adoção de mandatos para ministros do Supremo Tribunal Federal. “Eu acho que nós devemos fazer como fizeram na Alemanha, mandato de 12 anos para ministros do Supremo Tribunal Federal”, propôs. Segundo ele, a medida contribuiria para fortalecer o equilíbrio institucional e reduzir tensões recorrentes entre os poderes.

Congresso Nacional e reforma política

Aécio também criticou o atual modelo de funcionamento do sistema político e defendeu a implantação do voto distrital misto. “Eu só vejo a inversão dessa lógica para um Congresso mais qualificado se nós tivermos o distrital misto”, afirmou. Para ele, o modelo permitiria maior proximidade entre eleitores e representantes, além de fortalecer a qualidade da representação política.

Segurança pública e combate ao crime organizado

Ao tratar da segurança pública, o presidente tucano afirmou que o tema foi negligenciado pelo governo federal e defendeu uma atuação mais firme no combate às organizações criminosas. “O governo do PT, durante todos esses anos, foi leniente no combate à criminalidade, na agenda de segurança pública”, disse.

Ele relembrou propostas apresentadas pelo PSDB em eleições anteriores, como o fortalecimento da proteção das fronteiras, a criação de estruturas nacionais de coordenação da segurança e a execução integral dos recursos dos fundos destinados ao setor.

Caso Banco Master e delação de Daniel Vorcaro

Questionado sobre as investigações envolvendo o Banco Master e a possível delação de Daniel Vorcaro, Aécio afirmou que os desdobramentos podem produzir impactos relevantes no cenário político nacional. “Eu ainda acho que vai mexer muito e ninguém vai ficar imune a isso”, disse. Segundo ele, eventuais apurações devem atingir todos os envolvidos, independentemente de posição política, e precisam ser conduzidas pelas instituições competentes.

Pacificação nacional

Ao encerrar a entrevista, Aécio voltou a defender a construção de um projeto nacional capaz de reunir diferentes setores da sociedade em torno de objetivos comuns. “Eu não gosto de ‘terceira via’. Eu acho que é uma nova via que o Brasil precisa”, afirmou. E concluiu: “Existe vida inteligente entre os extremos.”

Projeto de Aécio torna São João del-Rei Capital Nacional da Arte Sacra

“A riqueza do patrimônio histórico de São João del-Rey está em suas igrejas, na arquitetura de seus casarios, mas principalmente no vigor cultural da sua população que, por séculos, tem mantido vivos os ritos, festas e tradições religiosas”, diz Aécio

O deputado federal Aécio Neves apresentou, nesta segunda-feira (13/04), ao Congresso Nacional, projeto de lei (PL 1769/2026) que declara o município de São João del-Rei Capital Nacional da Arte Sacra.

Considerada a maior cidade mineira fundada no início do século 18, no auge do ciclo do ouro, o município abrigou a Capela de Nossa Senhora do Pilar, conhecida como a primeira edificação de arte sacra, à época localizada no Arraial Novo do Rio das Mortes, cuja ocupação data de 1704.

A capela original foi destruída em 1709. Anos depois, em 1721, foi erguida a Igreja de Nossa Senhora do Pilar, hoje Catedral Basílica, e uma das mais importantes do barroco.

Entre as igrejas do século XVIII que o município abriga estão: a Igreja do Rosário, fundada em 1720, a Igreja do Carmo, de 1733, a Igreja de Nossa Senhora das Mercês, de 1769 e a Igreja de São Francisco de Assis, de 1744, que tem projeto e decoração de Antônio Francisco Lisboa, mais conhecido como “Aleijadinho”, considerado o maior nome do barroco brasileiro e um dos mais importantes escultores e arquitetos do período colonial.

Constam também entre os expoentes da arte sacra são-joanense Valentim Correa Paes, Manoel Victor de Jesus, Venâncio José do Espírito Santo, Luiz Pinheiro de Souza e Joaquim Francisco de Assis Pereira.

“A riqueza do patrimônio histórico de São João del-Rey está em suas igrejas, na arquitetura de seus casarios, mas principalmente no vigor cultural da sua população que, por séculos, tem mantido vivos os ritos, festas e tradições religiosas do período colonial. São tradições tricentenárias revividas todos os anos nas ruas, preservando a história e a memória da época”, disse o deputado Aécio Neves.

As festas religiosas na cidade são consideradas uma das mais importantes entre as celebradas em todo o Brasil pela Igreja Católica Apostólica Romana e reúnem milhares de pessoas durante a Quaresma.

A Irmandade de Nosso Senhor dos Passos, fundada em 1733, promove a Festa de Passos, que conserva antigos ritos que relembram a Paixão de Cristo.

A Paróquia de Nossa Senhora do Pilar e a Venerável Irmandade do Santíssimo Sacramento, fundada em 1711, preservam uma das mais antigas tradições, os “Ofícios de Trevas”, cantados inteiramente em latim na Quarta, Sexta e Sábado da Semana Santa. Nem mesmo o Vaticano mantém essa tradição integralmente.

Música sacra

As práticas religiosas preservadas em São João del-Rei fazem da cidade também um centro de música sacra, com orquestras que atuam desde o período colonial, especialmente a Orquestra Lira Sanjoanense, fundada em 1776, e a Orquestra Ribeiro Bastos.

“Ambas são consideradas as orquestras mais antigas das Américas em atividade ininterrupta. A música colonial brasileira por elas executada há mais de dois séculos permanece viva nas celebrações da população, não está apenas nos museus, o que contribui enormemente para a manutenção da tradição sacra”, justifica Aécio em seu projeto de lei.

Museu de Arte Sacra

O Museu de Arte Sacra em São João del-Rey abriga um acervo de 450 objetos, entre alfaias (roupas, utensílios e adornos), paramentos litúrgicos pertencentes a confrarias, ordens e irmandades religiosas, acumulados ao longo dos anos.

“É notável a presença de diversos escultores, pintores, entalhadores, prateiros, ourives, costureiros, restauradores e outros profissionais que dedicaram grande parte de seu trabalho a prover as igrejas da cidade”, diz o texto do projeto de lei.

Se aprovada a proposta, a “cidade onde os sinos falam”, como São João del-Rey é conhecida em razão dos toques centenários praticados em suas igrejas há 300 anos, será considerada oficialmente a Capital Nacional da Arte Sacra, título concedido pela Lei Municipal 6.103/2024, mas ainda sem amparo na legislação federal.

O reconhecimento oficial incentiva e viabiliza medidas governamentais de proteção do acervo histórico e artístico, mas também estimula e valoriza o apoio de empresas e de particulares a projetos e a formação de parcerias público-privada (PPP).

Aécio convida Ciro Gomes para disputar eleições presidenciais pelo PSDB

O presidente nacional do PSDB, deputado federal Aécio Neves, convidou hoje (14/03), em Brasília, e nome do partido, o ex-governador e ex-ministro Ciro Gomes para disputar as eleições presidenciais pela legenda.

O convite foi feito após Aécio ter conversado com lideranças tucanas e foi anunciado na abertura da reunião nacional do PSDB, marcada para esta terça-feira, na Câmara dos Deputados, reunindo a nova bancada federal do partido.

Ciro Gomes é pré-candidato a governador nas eleições do estado do Ceará e disse que avaliará a nova convocação feita pelo partido. Ciro retornou ao PSDB em outubro passado. Ele foi o primeiro governador eleito pela legenda no país, em 1990.

“Todos nós temos acompanhado o quão pobre está o quadro sucessório nacional. Até por experiência própria, eu não acho que essa eleição esteja definida, longe disso. O Brasil precisa de um projeto de futuro, de um projeto de desenvolvimento, quem sabe até quase que de um novo Plano Real, que reflita a realidade atual das relações trabalhistas, da economia do desenvolvimento, uma revisão dos nossos programas sociais. Por isso, depois de conversar com muitos companheiros e companheiras de todo Brasil, e longamente com o governador Ciro Gomes, com o governador Marconi (Perillo) e com os nossos outros candidatos a governadores, e eu estou estimulando o companheiro Ciro Gomes a se colocar como uma alternativa para o Brasil”, anunciou Aécio.

O presidente tucano comemorou as novas filiações ao PSDB durante a janela partidária encerrada este mês e disse que o partido disputará eleições para governador em sete estados.

“O PSDB, depois da janela partidária, reúne hoje sua nova bancada, fortalecida na Câmara e no Senado, e reúne seus candidatos a governador – são sete candidatos a governador, mas isso para o PSDB ainda não é o suficiente pela responsabilidade que nós temos com o Brasil”, disse.

E acrescentou: “Como presidente nacional do PSDB, apesar de reconhecermos que Ciro tem um projeto exitoso e muito bem construído no Ceará, mas ele é hoje maior do que as fronteiras do seu grandioso Estado. Por isso, fiz a ele um apelo para que ele se disponha a liderar um novo caminho para o Brasil, um caminho do centro democrático, um caminho liberal na economia, inclusivo do ponto de vista social, responsável no campo da gestão pública. Tudo que o PSDB sempre foi e que tanta falta faz ao país’, declarou.

Ciro Gomes respondeu: “Vamos, meu caro Aécio, amadurecer com muito respeito. Eu não sei o que resta de lembrança no povo brasileiro da minha caminhada, já de quatro eleições, mas a minha angústia com o Brasil não me permite descartar pura e simplesmente, e o meu respeito e os meus deveres com o Ceará também não me permitem aceitar prontamente o desafio. Amadureçamos”.

Além da nova bancada, participaram do encontro líderes de vários estados, da direção nacional e tucanos históricos como Teotonio Vilela e Jose Anibal; prefeitos de Maceió, João Henrique Caldas, e Rio Branco, Tião Bocalom; e os pré-candidatos a governador pelo partido.

Fotos: Alexssandro Loyola/PSDB

Abaixo a íntegra das declarações de Aécio e Ciro

Aécio Neves

O PSDB, depois da janela partidária, reúne hoje sua nova bancada, fortalecida na Câmara e no Senado, reúne seus candidatos a governador – são sete candidatos a governador, mas isso para o PSDB ainda não é o suficiente pela responsabilidade que nós temos com o Brasil.

Todos nós temos acompanhado o quão pobre está o quadro sucessório hoje, o quadro nacional. Até por experiência própria, não acho que essa eleição esteja definida, longe disso, há seis meses das eleições.
Nesse encontro do PSDB, o primeiro após esse período de novas filiações, quero dizer que nós queremos contribuir de forma mais efetiva no debate nacional. O Brasil precisa de um projeto, de um projeto de futuro, de um projeto de desenvolvimento, quem sabe até quase que de um novo Plano Real, que reflita a realidade atual, das relações trabalhistas, da economia do desenvolvimento, uma revisão dos nossos programas sociais. E esse debate não existe hoje no Brasil. O debate está empobrecido.

E por isso, eu, depois de conversar com muitos companheiros e companheiras de todo Brasil, conversei hoje longamente com o governador Ciro Gomes, com o governador Marconi, com os nossos outros candidatos a governadores, e eu estou estimulando o companheiro Ciro Gomes a se colocar como uma alternativa para o Brasil.

Não encontro hoje no quadro político nacional alguém com tantas qualificações, tão atualizado em relação à realidade brasileira e com tanta contribuição a dar ao Brasil.

Portanto, como presidente nacional do PSDB, apesar de reconhecermos que ele tem hoje um projeto exitoso e muito bem construído no Ceará, mas Ciro é hoje maior do que as fronteiras do seu grandioso Estado.

Por isso, fiz a ele um apelo para que ele se disponha a liderar um novo caminho para o Brasil, um caminho do centro democrático, um caminho liberal na economia, inclusivo do ponto de vista social, responsável no campo da gestão pública. Tudo que o PSDB sempre foi e que tanta falta faz ao país.

Ciro Gomes

É uma surpresa, mas muita honra e alegria, essa convocação daquele que já foi o meu partido que eu ajudei a fundar e ao qual eu volto nesse momento duro da vida brasileira.

Como disse o presidente Aécio, eu estou construindo até o presente momento, por um imperativo meu de dever com minha comunidade, com o estado que me deu origem, que é o estado do Ceará, uma alternativa ao governo do estado lá.

Entretanto, um apelo, uma lembrança ou uma convocação como essa, que me foi feita agora, não pode ser considerada apenas um agrado ao meu já sofrido coração. Há que ser uma convocação a ser amadurecida, amadurecida junto à minha comunidade, antes de mais nada ao Ceará, de onde eu venho, às pessoas que me deram a honra e a alegria de participar da vida pública brasileira.

E eu só não descarto imediatamente esse honroso convite por uma circunstância, aquilo que o presidente Aécio falou: Nosso país está vivendo talvez um dos piores momentos da sua história moderna. Não falo isso por qualquer tipo de hipérbole, metáfora ou figura de linguagem. Falo isso preocupado com o fato de que um terço das empresas brasileiras estão na antessala da falência; um terço dos CNPJs brasileiros registrados hoje, 26 mil, 9 mil deles estão no Serasa. Falo porque 82 milhões de pessoas da sociedade brasileira, nossas comunidades, famílias, estão com o nome sujo no SPC. Isso é um colapso de crédito que impede por si só, afora outros fatores, o país de crescer.

A economia brasileira, hoje, se nós juntarmos o desalento, o desemprego aberto, que volta a crescer, mais a informalidade que está, por exemplo, causando problemas aí fora pela impossibilidade de se achar um ponto de equilíbrio na regulação dessa informalidade, que se deu o nome de empreendedorismo, agora é o pessoal da entrega do iFood, dos Uber da vida, a economia brasileira já 40% estão na informalidade.

Se você juntar tudo isso com a notícia generalizada de corrupção, em que não faltam elementos absolutamente constrangedores alcançando, e eu espero que tudo isso seja esclarecido sem o prêmio da impunidade, alcançando figuras altas da República Brasileira, inclusive na Suprema Corte do país, isso está explodindo no imaginário popular como uma descrença quase total na democracia.

A democracia não sobrevive só desse ciclo de voto de quatro em quatro anos. Hoje, se nós somamos as rejeições recíprocas dos tais intérpretes da polarização despolitizada, temos 80% do povo brasileiro votando A porque não quer votar em B, e votando em B porque não quer votar em A. Vamos então, meu caro Aécio, amadurecer com muito respeito. Eu não sei o que resta de lembrança no povo brasileiro da minha caminhada já de quatro eleições, mas a minha angústia com o Brasil não me permite descartar pura e simplesmente.

E o meu respeito, os meus deveres com o Ceará também não me permitem aceitar prontamente o desafio. Amadureçamos.

Aécio Neves

A gente tem uma data para a decisão? Para concluir apenas agradeço a manifestação do governador Ciro Gomes, que o Brasil inteiro conhece. E o Brasil é muito maior do que a soma de Lula e Bolsonaro. A partir desse momento o PSDB oferece ao debate nacional a figura qualificadíssima, preparada e corajosa de Ciro Gomes.

PSDB e MDB reúnem-se para tratar de aliança em Minas

O presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, acompanhado do presidente estadual do partido, deputado Paulo Abi-Ackel, recebeu hoje, em seu escritório em BH, o pré-candidato do MDB ao governo de MG Gabriel Azevedo. Gabriel reiterou o interesse do MDB na construção no estado de uma chapa com o PSDB em torno de uma candidatura do centro democrático.

Aécio e Paulo Abi-Ackel já haviam se reunido, na semana passada, em Brasília, com o senador Rodrigo Pacheco, que também tem seu nome cogitado para a disputa ao Palácio da Liberdade e, também, busca o apoio do PSDB. As conversas devem avançar nas próximas semanas já que o prazo final para as filiações partidárias se encerra em 5 de abril.

Aécio e Abi-Ackel apresentam PL que garante auxílio emergencial a atingidos pelas chuvas

População de Juiz de Fora e região atingida pelas enchentes poderão receber auxílio emergencial por seis meses. Foto: Corpo de Bombeiros de MG

Os deputados federais Aécio Neves e Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG) apresentaram hoje (26/02), na Câmara dos Deputados, dois projetos de lei que beneficiam as famílias e as empresas da Zona da Mata mineira afetadas duramente pelas recentes chuvas na região de Juiz de Fora e Ubá, e pediram urgência para a votação.

Aprovadas as duas propostas, as famílias poderão receber auxílio emergencial de R$ 600,00 por seis meses. Já as empresas afetadas receberão benefícios fiscais e apoio de programas específicos para o setor produtivo.

“Infelizmente, dezenas de vidas se perderam. Essa tragédia não há como reparar. Mas é preciso que o poder público possibilite, com urgência, através de medidas práticas, que as pessoas, as famílias afetadas econômica e, socialmente, tenham condições mínimas de se reerguerem. Muitas estão sem casas, impossibilitadas de assegurar até alimentos para seus filhos”, disse Aécio Neves.

E acrescentou: “Sobre as empresas que tiveram suspensas suas atividades pelos danos causados pelas chuvas, o objetivo dos projetos é garantir apoio rápido aos afetados para que possam ter minimamente condições de se recuperarem o mais rápido possível”.

O primeiro projeto determina que, durante o período de 6 (seis) meses, a contar da publicação da Lei, será concedido auxílio emergencial no valor de R$ 600,00 mensais aos residentes em cidades da Zona da Mata mineira que sejam maiores de 18 anos de idade (salvo no caso de mães adolescentes) e tenham, comprovadamente, perdido suas moradias em decorrência da catástrofe ambiental.

O recebimento do auxílio emergencial está limitado a dois membros da mesma família. No caso de pessoa provedora de família monoparental, essa receberá duas cotas do auxílio emergencial, independentemente do sexo.

O projeto também especifica que, para aqueles que já tenham BPC e a auxílio-doença, seja feito um adiantamento do pagamento desses benefícios.

Empresas e microempresas afetadas

O segundo projeto prevê isenção de tributos federais (PIS/PASEP, Cofins, CSLL e IRPJ) por 12 meses para as empresas situadas nos municípios atingidos e comprovadamente afetadas.

A proposta determina ainda a previsão de que as microempresas e empresas de pequeno porte que se enquadrem no Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) sejam contempladas em subprograma específico. E que seja instituído um Programa de Garantia aos Setores Críticos destinado a empresas de direito privado, a associações, a fundações de direito privado e a sociedades cooperativas, excetuadas as sociedades de crédito, sem distinção em relação ao porte do beneficiário.

“Tenho certeza de que deputados de todos os estados e partidos compreenderão que o projeto deva ser aprovado rapidamente, para se buscar ao menos minimizar a dificílima situação em que se encontram cidadãos da Zona da Mata mineira, sobretudo Juiz de Fora e Ubá, duas das cidades mais atingidas. Já entrei em contato com o presidente Hugo Motta, pedindo a necessário urgência e prioridade para os dois projetos”, informou Aécio Neves, presidente do PSDB.

Conheça o projeto que beneficia a população atingida pelas enchentes

Conheça o projeto que beneficia o setor produtivo da Zona da Mata

Aécio critica Lula em relação a fala sobre Dilma

“O PT e seu representante maior, o presidente Lula, continuam achando que falsas narrativas vão mudar a realidade. Os fatos da campanha de 2014 mostram que, tanto o PSDB, quanto eu, fomos vítimas da maior e mais agressiva campanha de fake news já vista até então.

Nunca fui à Justiça para impedir a posse da presidente Dilma, como disse o presidente Lula em entrevista hoje. É mentira. Jamais contestei o resultado das eleições.

Diante de inúmeras testemunhas, assim que foi divulgado o resultado das eleições, cumpri o rito democrático de telefonar para a presidente e reconhecer a minha derrota, fato que informei a imprensa no mesmo momento. Lamentavelmente, a presidente se negou a dar essa informação à população, como seria de praxe.

Desafio qualquer pessoa a encontrar uma agressão minha à honra pessoal da Sra. Dilma Rousseff. Todos os debates por mim travados, foram travados no campo político, enquanto falsas e covardes acusações contra mim eram espalhadas de forma organizada.

No mais, não custa lembrar que quem insuflou a divisão entre os brasileiros como estratégia política foi o PT. Já, em 2009, o próprio presidente Lula disse ao país que as eleições seguintes deviam ser do “nós contra eles”, inaugurando o discurso de intolerância no cenário político do país. Lamentavelmente, mente o presidente da República ao fazer essas afirmações”.